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Doidona por ti

Sou apaixonada Sou mãe galinha de 4 lindos pintainhos Adoro Música Adoro ler E gosto de escrever umas coisas e por isso criei este meu cantinho de desabafos!

Doidona por ti

Sou apaixonada Sou mãe galinha de 4 lindos pintainhos Adoro Música Adoro ler E gosto de escrever umas coisas e por isso criei este meu cantinho de desabafos!

Além das Palavras

 

 

ALÉM DAS PALAVRAS

Existem certos momentos
em nossas vidas
que simples palavras,
simplesmente, não poderiam explicar...

Tudo o que eles, realmente,
representam,
nem mesmo palavras bem elaboradas,
escolhidas a dedo,
tal façanha poderiam realizar!

As palavras escritas ou ditas,
apenas, soam dum modo artificial
e não parecem verdadeiras.

Os gestos, por sua vez,
vão bem mais fundo
no seu modo puro d’esclarecer
tais momentos...

Por exemplo?!

Um sorriso nos comunica
a razão do nosso estado d’espírito,
um aceno de mãos o justifica,
e o olhar...

Ah, esse tal d’olhar...

Além de jamais nos deter,
nos enganar,
sempre, sempre nos denuncia...

Ah, a verdade é que
existem certos momentos
em nossas vidas
que simples palavras,
simplesmente, não poderiam explicar.

(Patricia Zago)

RARIDADE D’AMOR

 

RARIDADE D’AMOR

Coisa rara
é viver um grande amor!

Fácil é se apaixonar
a cada novo dia,
a cada virada
(in)voluntária d’esquina!

Agora, viver
uma história bonita,
sincera d’amor?

É coisa rara,
não é coisa d’amador!

Pois, amor,
daquele tipo que dura
toda uma vida...

Exige luta exímia,
exige, sim, muito labor!

Não basta
só um virar d’esquina,
a cada novo dia...

Pra se viver
uma história sincera,
bonita...
Ah, um grande amor!

(Autor desconhecido)

Mãos

Imagem retirada da Internet



MÃOS

Côncavas de ser
Longas de desejo
Frescas de abandono
Consumidas de espanto
Inquietas de tocar e não prender.

Sophia de Mello Breyner Andersen




Não posso...

 Imagem retirada da Internet

 

NÃO POSSO ADIAR O AMOR PARA OUTRO SÉCULO

Não posso adiar o amor para outro século
não posso
ainda que o grito sufoque na garganta
ainda que o ódio estale e crepite e arda
sob as montanhas cinzentas
e montanhas cinzentas

Não posso adiar este abraço
que é uma arma de dois gumes amor e ódio
Não posso adiar
ainda que a noite pese séculos sobre as costas
e a aurora indecisa demore
não posso adiar para outro século a minha vida
nem o meu amor
nem o meu grito de libertação
Não posso adiar o coração.

(António Ramos Rosa)




Mensagem de Amor

 

Antes de amar-te, amor, nada era meu

Vacilei pelas ruas e as coisas:

Nada contava nem tinha nome:

O mundo era do ar que esperava.

E conheci salões cinzentos,

Túneis habitados pela lua,

Hangares cruéis que se despediam,

Perguntas que insistiam na areia.

Tudo estava vazio, morto e mudo,

Caído, abandonado e decaído,

Tudo era inalienavelmente alheio,

Tudo era dos outros e de ninguém,

Até que tua beleza e tua pobreza

De dádivas encheram o outono.

(Pablo Neruda)

Para Ti

 

 Imagem retirada da Internet

 


PARA TI

Para ti tenho tudo o que quiseres:
Uma harpa com cordas de cristal
Que só o vento sul pode tocar,
Um nome antigo que nunca ninguém disse
E um vinho em movimento circular.

Um planeta ainda por descobrir,
Que entrevejo nas noites mais vazias.
Uma aurora boreal petrificada
À tua porta, um canto de embalar
E um gesto louco a emergir do nada.

Tenho um comboio de madeira, uma cidade
Verde, verde, aberta e revoltada.
Uma sombra que desmaia no passeio,
As cores que ninguém vê no arco-íris
E um diamante com um coração no meio.

Tenho um segredo feito de marfim,
Uma batalha que ninguém perdeu,
O segmento de recta onde amanheces.
E uns olhos onde podes encontrar
O que não disse, para que o quisesses.

(Mário Domingos, in O Despertar dos Verbos)


Para Todos - Pablo Neruda

Imagem retirada da internet



PARA TODOS


De repente não posso dizer-te
o que te queria dizer,
homem, perdoa-me, saberás
ainda que não escutes as minhas palavras
que não me pus a chorar nem a dormir
e que estou contigo sem te ver
desde há muito e até ao fim.

Eu percebo que muito pensem,
e Pablo o que faz ? Estou aqui.
Se me procurares nesta rua
encontrar-me-ás com o meu violino
preparado para cantar
e para morrer.

Não é por querer deixar alguém,
nem aos outros nem a ti,
e se escutares com atenção, na chuva,
poderás ouvir
que vou e venho e me demoro.
E sabes que devo partir.

Se não se entendem as minhas palavras
não julgues que sou o que outrora fui.
Não há silêncio que não se acabe.
Quando chegar o momento, espera-me,
e que saibam todos que saio
a rua, com o meu violino.

PABLO NERUDA

 

O DESEJO E A SURPRESA

 

Imagem: pintura, Querer

 

 

O DESEJO E A SURPRESA

O desejo a surpresa


Ou a maravilha


Não pela igual imagem


mas destroçando-a

Resíduos só ou a passagem dos sinais


que dizem a passagem


do que será


se for o contacto imprevisível


do obscuro


inacessível corpo em outro corpo vivo


ANTÓNIO RAMOS ROSA, in O INCERTO EXACTO-ANTOLOGIA POÉTICA (1982)

Amor...

 

 

(Imagem retirada da internet)

 

 

Amor

Mulher, teria sido teu filho, para beber-te
o leite dos seios como de um manancial,
para olhar-te e sentir-te a meu lado e ter-te
no riso de ouro e na voz de cristal.

Para sentir-te nas veias como Deus num rio
e adorar-te nos ossos tristes de pó e cal,
para que sem esforço teu ser pelo meu passasse
e saísse na estrofe - limpo de todo o mal -.

Como saberia amar-te, mulher, como saberia
amar-te, amar-te como nunca soube ninguém!
Morrer e todavia
amar-te mais.
E todavia
amar-te mais
e mais.

(Pablo Neruda)

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